quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Des - conjuntura política

Ao ler os jornais de hoje noticiando a troca de secretários na Secretaria de Educação tive duas sensações. A primeira foi de saudade dos tempos de criança quando há mais ou menos vinte anos atrás fui aluno da professora Lenilse, ela foi uma daquelas professoras que a gente nunca mais esquece. Minha ex-professoras além das boas aulas construiu também uma bem-sucedida carreira administrativa que hoje a leva a tomar posse como a nova secretária de educação.
A segunda sensação foi de que a cidade padece sob o comando de um governo desconjuntado politicamente. As secretarias do município compõem o primeiro escalão de governo, cargo equivalente ao de ministros no plano federal. A exemplo das reformas ministeriais, normal seria que a disposição do prefeito tivesse uma lista com vários nomes de pessoas influentes de diversos partidos.
Indicar um servidor de carreira sem expressiva amarração política para um cargo de secretário é indício de que o executivo é mal articulado politicamente. Onde estão os partidos que compõem a base do governo? Democracia implica em dividir os poderes de decisão, o outro lado dessa divisão de poderes são os apoios que o executivo precisa ter para governar, do contrário a oposição inibi as ações do governo uma que, naturalmente, a oposição é quem queria estar no governo.
O prefeito anunciou a imprensa que Lenilse fica na liderança da Semec até que ele consiga firmar acordo de trabalho com algum partido que queira compor a base aliada. Ou seja, o prefeito assume não ter base aliada, se essa base existe é tão inexpressiva que não consegue indicar um nome para compor o governo. A democracia perde, a cidade perde com um governo que funcione assim. Mais que desarticulação essa fragilidade do executivo indica personalismo. Ou seja, as decisões não são negociadas com a base ou a oposição como se deve ser em política. O governo não tem um time com quem administre, parece estar sozinho e perdido em campo.

Alex Andrade

Tangará da Serra 20/02/2008.

2 comentários:

Jolber Viana disse...

Concordo com você. Acho que o prefeito não tem grupo político nenhum mesmo.

Ainda Bem!!!!!!!!!!!!!

O Jaime Muraro tinha um grupão e deu no que deu!

No mais, queria comentar o post anterior, mas vou fazer aqui mesmo pra poupar tempo.

Você é mesmo a fazer de rádio pirata? CD pirata? Talvez porque ainda não inventaram professor pirata... mas não se preocupe, do jeito que as tecnologias estão evoluindo não vai demorar muito.

Cara, quem é a favor de pirata está concordando com a ilegalidade, com o que é totalmente errado.

Quer um exemplo é o Renato Gama que está provando pro povo que é uma pessoa imoral, porque ele concorda com a ilegalidade da rádio pirata, tanto que apresenta um programa lá.

Cara, não caixa nessa. Coisa errada é sempre coisa errada!

Grande abraço.

fincontabil.adm@hotmail.com

Dr. Renato Gama disse...

Prezado Jolber,

Li seu comentário a respeito de minha pessoa em um blog da cidade.
Lamentei profundamente sua posição ao me caracterizar como "imoral".
Gostaria de informá-lo que também sou contra a pirataria, mas não considero a rádio comunitária um veículo pirata, tendo em vista que acompanho pessoalmente o processo de outorga regularmente protocolado em Brasília no Ministério das Comunicações, emperrado pela nefasta burocracia brasileira.
Mas gostaria de lembrá-lo que um acusado por um crime não passa a ser culpado, somente porque a justiça é lenta, e ainda não julgou o seu processo.
De qualquer forma, gostaria de lançar-lhe um desafio.
Traga para mim a nota do seu software windows original.
Traga também a nota do windows dos computadores das rádios "legais" de Tangará.
Traga ao menos o recibo de compra dos CDs de música que as rádios "legais" tocam, e o recibo de pagamento dos direitos autorais que devem ser pagos às gravadoras toda vez que se toca cada música.
Vc vai começar a perceber que muitas vezes aqueles que advogam pela legalidade irrestrita, na verdade também desrespeitam as leis que defendem. E nem sempre defendem estas leis por verdadeira convicção do que é certo ou errado, e sim por mera conveniência comercial ou política.
Apesar de ter o direito, não pretendo processá-lo pela injúria.
Não estou mandando o e. mail para afrontá-lo, mas para o convidar para uma reflexão honesta.

Renato Gama.